28/Dezembro/2017 – “ De Puerto Cisnes até Quellón/Ilha Chiloé – CL”

Publicado em Publicado em Diário de bordo

Este é um trajeto que gostaríamos de não ter que relatar, mas ai vai.

Acordamos cedo, preocupados com o horário de embarque, previsto para às 11h, com a recomendação de chegar ao Porto com duas horas de antecedência. Às 8h já estávamos prontos para o embarque e a chuva permanecia.

Às 10h nos solicitaram para posicionar o artniC em direção à embarcação, e aí começou a novela. O acesso teria que ser feito em marcha a ré. Pensamos, se as carretas articuladas percorreram sorrindo, isto deve ser simples para o artniC. Bem, cumprimos o nosso papel, mas fácil não foi, mas também não fizemos nada de errado, só fomos muito lentos nesta longa estrada de 300 m. Estacionamos o artniC onde nos foi solicitado e mais uma surpresa, nos perguntaram onde era possível ancorar o artniC para eventuais movimentos da embarcação. Neste momento percebemos que este trajeto não era a melhor opção.

De qualquer forma indicamos os pontos de ancoragem para posicionar as correntes no artniC (vejam na seção de fotos) e desconfiados seguimos para a área de passageiros da embarcação.

Que maravilha, poltronas reservadas, conforme planejado, fomos até a cafeteria da embarcação, pedimos um café (para nós dois) economizar é importante e começamos a conversar com o atendente que era guia turístico quando não estava trabalhando embarcado (lembramos muito do passado e de vários amigos neste momento…Cléo, Felipe, etc, etc, etc, …).

Após quatro horas de navegação, resolvemos almoçar e conforme nosso costume, fomos até o artniC preparar nosso saboroso almoço.

Quase cinco horas de navegação e começando à sair das áreas abrigadas pelas diversas ilhas da área começamos a sentir o impacto da navegação em mar aberto, no Pacífico Sul.

A experiência, mostrou que não foi a melhor opção que adotamos. O tempo chuvoso e muito vento, que certamente contribuiu para a péssima experiência que tivemos.

O pior foi saber que o tempo previsto de navegação seria de aproximadamente 10 horas e que devido ao mar agitado, deveria ser de pelo menos 12 horas.

O resultado foi o previsível, um de nós quase virou do avesso e o outro quase. Não sabíamos se o pior era o desconforto de vomitar (e muito) ou se era pelo extemo balanço da embarcação que de fato nos preocupava…

Agora entendemos porque a preocupação da tripulação em ancorar fortemente todos os carros com correntes.

Realmente não foi um bom momento, até porque nos remeteu a lembrar de momentos que um de nós achava que jamais iria passar novamente, jamais por opção. A realidade é que o ditado que minha avó já relatava era: “a língua é o chicote da b_ _ _ _ “ e este, é verdadeiro. Ou seja, nunca iríamos imaginar que em algum momento iríamos pagar para “ficar mareado em uma embarcação” e no passado, eu recebia salário para ficar mareado e eu desisti de ficar mareado. Ahahahahaha (Ocean Cyclone, Pelerin, Discovery, SEAMAR I, SEAMAR II, ULTRATEC I, ULTRATEC II, BIG ORANGEs, VAGABOND, Gulf Fleet, BLUE ANGEL, BLUE MARLIN, etc, etc, etc….).

Conclusão, exatamente 12h depois da embarcação sair de Puerto Cisnes, ligamos de forma entusiasmada o artniC para definitivamente sair desta experência que não esqueceremos, até a próxima, que certamente irá superar esta.

Deixamos a embarcação às 22h 30min, bem animados e seguimos para nossa primeira opção de pernoite. O destino era um posto de combustíveis COPEC, onde fomos bem atendidos e mesmo sem área adequada para estacionar o artniC os frentistas de imediato concordaram que poderíamos pernoitar no local.

Assim foi feito, artniC desligado, wifi COPEC funcionando, foi só relaxar e em pouco mais de 10 min, após o tão esperado banho quente, fomos dormir até o dia seguinte. Tão Simples assim.

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